terça-feira, 15 de julho de 2008

LIBERDADE



Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem lição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Amostra grátis


Este é um pedacinho do livro Cem dias entre céu e mar, do Amir Klink . Achei tão bonito que escolhi uma passagem qualquer. Ele fala:
"...Trabalhava preocupado em melhorar pouco a pouco, dia a dia.Atento a tudo , mas tranquilo. Estava feliz no meu barquinho...
....A imensidão do mar tornava minúsculos os meus maiores problemas e gigantes as menores alegrias. Ensinou-me a dar valor à vida que eu levava e a pequenas coisas que às vezes passavam despercebidas...
...Senti que estava cumprindo uma obra de paciência e disciplina.E percebi como é simples conseguir isso. Nada de sacrifícios extremos ou esforços impossíveis. Nada de grandes sofrimentos. Ao contrário, bastava apenas o simples, minúsculo e indolor esforço de decidir..."

domingo, 13 de julho de 2008

Voltei


Há muito tempo que não escrevo. Após um período de muitas emoções vividas em plenitude , sinto que quero recomeçar. O que se acumulou neste período foi transformado em crescimento . As emoções diferentes que se sucederam indo desde uma formatura de alguém muito amado e especial , às doenças e atropelos cotidianos , às leituras , às converssas e aos questionamentos , aos encontros de oração , às visitas surpresa de gente quase desaparecida foram , na verdade, molas impulsionadores e renovadoras de vida .
Neste período de grande turbulência não faltou a saudade de um filho distante que foi amenizada com sua presença , com seu carinho , com sua vontade de estar perto . Não faltou nem mesmo experiencia mística nesta fase , mas o que aconteceu trouxe também a certeza de uma fé renovada na coragem , na paciencia e na certeza de que vale a pena buscar, porque realmenta a gente encontra . Ficou a certeza de que vale sonhar porque os sonhos se realizam e que sobretudo vale a pena amar sempre, em todo tempo , em qualquer circunstância , porque só o amor dá consitencia e forma à vida.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Delicadezas


<
Delicadeza é a única palavra que acho para o que a Isabel escreveu comentando o post anterior.
Delicado no sentido mais terno e amoroso que uma pessoa possa perceber .
Delicadeza é perceber nos traços a presença de um todo , é traduzir em palavras sentimentos de acolhida e de entendimento do que há nas entrelinhas.
Delicadezas são todos estes pequenos sinais de atenção, aceitação , amor e carinho que nem a poesia alcança, mas que está presente em um só gesto .
Delicadezas são doces , suaves e ternas e passam sem fazer alarde.
São diferentes de elogios que passam marcando presença.
Isabel eu agradeço sempre por estares na minha vida e neste momento penso que um dia alguém me perguntou se, não lembro qual de voces , meus filhos, era filho único e eu respondi que sim , que tinha quatro filhos únicos .
Hoje estás única nesta mensagem , mas nenhum esqueça que é sempre único para mim.
E que esta delicadeza que me emocionou tanto se reproduza em todos que por aqui passarem.

terça-feira, 17 de junho de 2008

PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES



Eu tinha uma vó chamada Rosa e outra chamada Ernestina . Minha mãe queria que meu nome fosse Gitania , que quer dizer cigana , mas minha vó Neca,a Ernestina, pediu que homenageasse a outra vó , a Rosa , porque ela , a Neca , seria a madrinha , então fiquei sendo Rosa Gitania , sendo que por muitos anos só me chamavam de Gitania e eu só fui me entender como Rosa muito depois.
Continuo um pouco cigana , mas as rosas me enternecem , me fazem bem , me elevam

quinta-feira, 5 de junho de 2008











Tenho visto blogs com vários formatos e propostas , aqui , porém eu coloco ainda desordenadamente um mínimo do que poderia e gostaria de fazer. Ainda não cheguei a fazer um esboço de mim mesma ou de meus interresses. Ainda há muito sobre o que falar, porém sigo sem maiores pretensões e espero poder contar pouco a pouco de livros que li , de filmes e viagens . Espero poder contar mais histórias e para isso tenho que escrever mais seguido . Talvez mude o nome do blog , mas o importante é que eu possa dizer sobre coisas que me interessam e deixar algum recadinho . No mais vou continuar tentando ...Que os anjos nos mosterm sempre o caminho da luz . Assim seja

Maria ...callas...ao coração

Esta é Maria Callas cantando uma ária de Madame Butterfly e que me pareceu, bem no início, com o jeitinho da Isabel cantando tangos no dia do aniversário de seu pai.
Não é igual , mas o mesmo jeito. A carinha linda , o estar pra cima , o envolvimento , a compenetração e um algo a mais.
Não me acho coruja , mas quando gosto acabo falando , assim como me dizem que disfarço quando não gosto de algo . Uma exceção feita apenas ao meu queirdo amigo Igor cuja história contarei um dia